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Doutores da Alegria leva palhaços a hospitais públicos por meio de tablets

11 de março de 2021
Tempo de leitura: 2 minutos

Doutores da Alegria

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Todos os hospitais públicos atendidos por Doutores da Alegria em São Paulo e em Recife estão recebendo visitas virtuais dos palhaços. A dupla de artistas interage online e ao vivo com pacientes por meio de tablets conduzidos por equipes do hospital.

Depois de quase um ano de afastamento das interações presenciais em função do coronavírus, a organização segue adaptando seus projetos para que os atendimentos possam seguir beneficiando crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

“É sem dúvida uma grande emoção ‘andar’ pelos corredores e ver todos trabalhando depois de um ano. Em um tempo tão louco, o contato com o outro é essencial para a saúde e a sanidade”, afirma o artista Val Pires, acostumado a visitar alas pediátricas semanalmente desde 2004.

Em agosto de 2020, o projeto piloto Plantão Besteirológico teve início no Hospital M’boi Mirim e, algum tempo depois, foi se ampliando para todos os hospitais parceiros da organização nas duas cidades. Foram mais de 4.600 visitas virtuais ano passado.

“Em um tempo tão louco, o contato com o outro é essencial para a saúde e a sanidade.” Val Pires

A pressão sobre as equipes de saúde em meio ao aumento dos casos de Covid-19 torna o trabalho dos artistas essencial no intuito de melhorar a experiência de internação.

Para o coordenador artístico em São Paulo, David Taiyu, é preciso acolhimento ao que os hospitais estão vivendo. “Estamos sempre ouvindo os dilemas dos profissionais para entender como podemos nos encaixar”, diz.

Os pacientes visitados e o tempo das intervenções muitas vezes são determinados pelos profissionais que carregam os tablets, uma vez que estão sensíveis aos movimentos internos, nem forçando um encontro nem alongando uma intervenção.

“Thamirys e Linda fazem com que nossas pernas sejam as delas, nosso olhar chegue através do olhar delas e nossa escuta se misture com a delas”, diz a artista Olga Ferrario. Para ela, um exercício que aparentemente se tornou mais distante com a virtualidade ganhou outras pessoas e pontes para acontecer.

“Os palhaços têm descoberto maneiras interessantes de lidar com o virtual”, aponta Arilson Lopes, coordenador artístico em Recife. “Às vezes a internet falha ou o som fica mais baixo e precisamos de um tempo maior para o contraponto”, explica, se referindo ao jogo de improviso que se dá entre os artistas e as crianças.

A produção artística realizada durante o ano de 2020 pode ser acessada nos canais da Doutores da Alegria.

O Delivery Besteirológico, série de vídeos criados pelos artistas em confinamento, tem mais cem vídeos publicados no YouTube. Também é possível as lives, a websérie de São João e o primeiro festival virtual da associação – o Festival Miolo Mole.



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