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Palhaços
nos Hospitais

Palhaços
nos Hospitais

D esde 1991, este é o coração da organização. Artistas-palhaços visitam regularmente hospitais públicos de São Paulo e Recife e interagem com crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social. Profissionais de saúde e acompanhantes também são envolvidos nas intervenções.

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Nos encontros semanais com as crianças, as duplas de palhaços subvertem a rotina hospitalar e propõem novos sentidos para a experiência de internação.

O jogo de relações, a brincadeira e o repertório único de cada artista são a essência das intervenções. A proposta é que arte e saúde caminhem juntas e inspirem as relações humanas dentro de um hospital que equilibra diversas emoções e ainda lida com os desafios contemporâneos da saúde.

O programa é realizado por cerca de 40 artistas que, em duplas, seguem a rotina de visitas a alas pediátricas de hospitais públicos. A atividade é gratuita para os hospitais, mas não é voluntária.


São Paulo


  • Hospital do Campo Limpo
  • Hospital do Mandaqui
  • Hospital Geral do Grajaú
  • Hospital Santa Marcelina
  • Hospital Municipal M’boi Mirim – Dr. Moysés Deutsch
  • Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da USP
  • Instituto da Criança do Hospital das Clínicas
  • Instituto de Tratamento do Câncer Infantil – Itaci
105.094*

visitas a crianças hospitalizadas, acompanhantes e profissionais de saúde.

*dados referentes a 2017


Recife


  • Hospital Barão de Lucena
  • Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Procape
  • Hospital da Restauração
  • Imip
63.443*

visitas a crianças hospitalizadas, acompanhantes e profissionais de saúde.

*dados referentes a 2017

Um pouco de história

Um pouco de história

Nos anos 90, no início do trabalho do Doutores da Alegria, os hospitais brasileiros tinham uma estrutura diferente do que vemos hoje – não havia, por exemplo, diferenciação entre a ala infantil e a ala adulta. A proposta de levar um palhaço para dentro do hospital era muito inovadora porque a ideia que as pessoas tinham era a do palhaço de circo, acostumado a lidar com grandes plateias.

Wellington Nogueira, fundador da ONG, tinha certeza de que o trabalho traria resultados se o artista fosse inserido no ambiente hospitalar como integrante d o quadro profissional – e não como um visitante, com um trabalho pontual em uma data comemorativa. Desta forma, convenceu as diretorias hospitalares de que era uma tarefa permanente.

No final da década, o Estatuto da Criança e do Adolescente já avançava e garantia direitos como a presença de um acompanhante junto às crianças hospitalizadas. Na mesma época, o Programa Nacional de Humanização trazia novas diretrizes para os hospitais e reconhecia os benefícios da intervenção do palhaço. Em 1997, Doutores da Alegria recebeu o Prêmio Criança, da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança.

Pesquisas comprovavam que a presença contínua do palhaço no ambiente hospitalar trazia benefícios ao tratamento médico, entre outras vantagens. Este cenário tornou o trabalho da ONG reconhecido e muito bem avaliadopor diretorias, por profissionais de saúde e principalmente, pelo seu público: crianças hospitalizadas.