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O verdadeiro encontro nunca é marcado

22 de julho de 2019
Tempo de leitura: 1 minutos

Anderson Spada

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Quero resgatar uma história antiga pra provar um ponto: o verdadeiro encontro nunca é marcado.

Em meados do ano 2000, Val Pires e Márcio Douglas trabalhavam no Hospital do Mandaqui, em São Paulo, como os besteirologistas Dr. Valdisney e Dr. Mané Pereira. Uma dupla de dois e tanto! Em uma de suas visitas, tiveram um encontro muito carinhoso com uma garotinha.

Em seu leito constava o nome “A. P. Pereira”. Os palhaços apelidaram a criança de “Pereirinha” e brincaram com o fato de ela ter o mesmo sobrenome do Dr. Mané.

Bem, mais de uma década depois, Val Pires segue atuando na associação Doutores da Alegria e faz dupla comigo nos plantões do Instituto da Criança. Dr. Valdisney e eu, Dr. De Dérson, aguardávamos o elevador pra subir aos quartos. A porta abriu e uma criança surgiu.

Valdisney arregalou os olhos. Um filme passava em sua cabeça.

– Espera um pouco… A gente se conhece?, perguntou Valdisney desconfiado.
– Sim, eu sou a “Pereirinha!”, respondeu a menina com um sorriso.

A menina tem agora 14 anos e Dr. Valdisney tem…. Bem, deixa pra lá! Percebendo o reencontro, dei um passo para trás e apreciei a cena junto com a mãe da Pereirinha.

palhaço de peruca, com roupa listrada vermelha e preta e jaleco com flor no bolso direito sorrindo e olhando para a esquerda

Foi emocionante. Os olhos dos dois se encheram de lágrimas e, como uma caixa d’água quando estoura a boia, transbordaram de emoção.

E ali, na saída do elevador, por um momento o hospital parou pra saborear o doce reencontro entre um palhaço e uma criança. Ah, a vida é mesmo a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida!



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Anderson Spada


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encontro, reencontro

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