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Inspirações para o Brasil

14 de maio de 2013
Tempo de leitura: 3 minutos

Doutores da Alegria

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Gostaríamos de compartilhar com vocês uma experiência muito especial que tivemos agora no final de abril. O fundador dos Doutores da Alegria, Wellington Nogueira, embarcou em uma importante jornada junto com mais dois artistas coordenadores da organização – o Fernando Escrich e a Soraya Saide. O convite veio de uma entidade internacional e o conselho que atua junto ao Doutores prontamente abraçou o trabalho, pois seu resultado agrega novas perspectivas ao caminho de futuro que a organização tem buscado.

O destino foi a Europa – Paris e Londres, mais especificamente – e a ideia da viagem era a de conhecer outras organizações que geram impacto ao redor do mundo. Além de tomar conhecimento das iniciativas, também puderam buscar inspiração para as próximas ações dos Doutores da Alegria.

No roteiro, passaram por teatros, organizações semelhantes, hospitais e conheceram figuras importantes que mobilizam as áreas da cultura e da saúde.

Visitaram o Shakespeare’s Globe, que se dedica ao estudo e à difusão do trabalho de William Shakespeare. O Globe Theatre, uma de suas instalações, é um teatro inglês que foi construído em 1599, tendo Shakespeare como um de seus sócios, e destruído em 1613 por um incêndio. Foi reconstruído em 1614 e fechado em 1642. Uma moderna construção, idêntica à original, foi erguida e reinaugurada no ano de 1997. A organização entende os espetáculos como negócio e possui uma área dedicada à educação, com cursos pagos. Seu público compreende escolas e empresas, além do público em geral. 

Outro encontro importante foi com o grupo Le Rire Médecin, na França. Trata-se de um programa irmão dos Doutores da Alegria que nasceu quase na mesma época sob a direção de Caroline Simonds. Carol trabalhou com Wellington Nogueira no The Big Apple Circus Clown Care Unit, em Nova York.

Em Londres, os viajantes conversaram com Simon McBurney, fundador do Théâtre de Complicité (1983), que produz grandes espetáculos com base em linguagens sobrepostas, uso de tecnologias e movimentos corporais. Simon oferece oficinas para escolas públicas a partir de peças que trabalham com a arte e a ciência.

Reuniram-se com Angela de Castro, atriz e palhaça brasileira que vive há mais de vinte anos na cidade, e conheceram o London Bubble, teatro que parte do conhecimento de comunidades para gerar diferentes repertórios.

Ficou muito claro que a maioria das companhias em Londres não tem sede própria, utilizando a estrutura do município. Para quem não sabe, os artistas do elenco dos Doutores atuam em diversas companhias, trazendo bagagem para o seu trabalho na ONG. Essa é uma das premissas que garantem que os artistas estejam sempre em constante desenvolvimento e que bebam de diversas linguagens, como o circo, a dança, a música.

Talvez o maior trunfo da jornada tenha sido conhecer o Chelsea and Westminster Health Charity, hospital museu (sim, certificado como museu!) em Londres. As fotos abaixo dizem por si só o que é este hospital público modelo…

A direção do Health Charity acredita e investe na experiência da internação, e não somente no resultado do tratamento. Diversas obras de arte, de quadros que se movem a esculturas contemporâneas, compõem a paisagem do hospital, que é aberto a visitas. As paredes brancas costumeiramente vistas em hospitais dão lugar a um ambiente colorido e multifacetado.

Além do investimento em artes plásticas, que é feito via uma ONG que capta recursos, o Health Charity também convida artistas a se apresentarem para seus pacientes. Algo muito semelhante ao que Doutores da Alegria faz por meio do projeto Plateias Hospitalares no Rio de Janeiro e em São Paulo. No dia da nossa visita havia uma cantora lírica acompanhada de uma pianista no hall – e depois sozinha, de quarto em quarto.

Na ala pediátrica, conceberam os andares como se fossem planetas. Nas paredes, indicações como “Marte para a esquerda” e árvores genealógicas de famílias de extraterrestres habitantes do hospital. O grupo de teatro Chickenshed visita periodicamente as crianças com vestimentas de alienígenas. “E palhaços?”, você deve estar se perguntando. Há diversos grupos de voluntários que fazem o trabalho, de forma bem diferente do trabalho feito pelos Doutores da Alegria no Brasil.

 

Ao retornar ao país, ficou a sensação de que fazemos um bom trabalho no Brasil, com reflexões, pesquisas e projetos únicos. Vamos continuar neste caminho e explorar novos conceitos e inspirações que surgiram com a viagem para os próximos anos. Fique com a gente!



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