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Histórias de mães V

10 de maio de 2015
Tempo de leitura: 3 minutos

Doutores da Alegria

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Dezenas de mães compartilharam conosco histórias vividas com seus filhos e filhas nos hospitais Brasil afora. Histórias reais, tocantes, sensíveis, inspiradoras. A vida como ela é. Agradecemos pela coragem!  

+ veja aqui as primeiras histórias

Carol Mesentieri e Guilherme – Rio de Janeiro

Gostaria de gritar pro mundo o quanto sou grata por tudo que fizeram pelo meu filho! Como o assunto é mãe, nada melhor que tentar demonstrar toda minha gratidão para quatro profissionais que foram “mães” não só para o meu filho, mas para mim também!

Há exatamente dois meses, meu filho Guilherme, de 13 anos, estava com muita dificuldade em engolir alimentos sólidos. Sem a alimentação adequada foi emagrecendo e ficando fraquinho, com muita febre. Corri com ele para o hospital e acharam melhor interná-lo pra poder descobrir de onde estava vindo a dificuldade de se alimentar. Ficamos 21 dias na pediatria de um hospital público aqui de Petrópolis, o Hospital Alcides Carneiro.

Durante esse tempo, meu filho foi fazendo todos os exames possíveis e imagináveis e desde o primeiro dia o que mais me encantou foi a paciência, a atenção e o carinho com os quais ele foi atendido. Por elas conseguirem enxergar além dos sintomas físicos, com uma sensibilidade incomparável. Por elas conseguirem tirar dele todos os dias um sorriso mágico e até mesmo gargalhadas, mesmo depois de várias noites cansativas. Por incentivá-lo para que ele se alimentasse melhor, mostrando sempre que ele era capaz. Permitiam que ele escolhesse o que ele queria para o almoço, lanche e jantar com a ajuda da nutricionista. Sim! A nutricionista foi conversar conosco! Não imaginaria que em um hospital público e tão grande houvesse tempo para que uma nutricionista fosse nos procurar.

E mesmo com todo aquele trabalho cansativo, quando iam examinar meu filho parecia que o mundo não existia em volta. A atenção era toda pra ele, como acontecia com todas as outras crianças. Isso é dedicação, é amor ao trabalho, é respeito aos pacientes, é admirável! Demonstravam imensa alegria quando iam nos informar que estava tudo bem em algum resultado de exame. Me ouviram, me acalmavam nos momentos em que mais me sentia insegura, sempre me mostrando o melhor caminho a seguir, como as mães fazem com seus filhos. E assim, estamos caminhando com mais segurança e tranquilidade. Carol Mesentieri

Deus foi muito generoso em colocá-las em nosso caminho: as pediatras Dra Pâmela Montagni, Dra Eneida Veiga, Dra Maria Eduarda Galvão e Dra Solimar Stumpf, que também foram por esse período mães tanto pra mim como pro meu pequeno. Agradeço imensamente a Ele todos os dias por isso. Que Ele continue as abençoando e as guiando sempre, cada uma em sua nobre missão, assim como a de vocês!

O meu carinho e respeito eterno a todos esses profissionais que sem dúvida alguma são mamães de tantas pessoas, e claro, anjos enviados por Deus! Como não amá-los? Muito, muito obrigada pela oportunidade de conseguir passar tudo o que aconteceu com a gente! Agradeço a Deus todos os dias pela vida do meu filho!

Ser mãe é chorar, se desesperar, é se encontrar, é sentir o amor mais inexplicável e puro, é ter orgulho, é ser completa, é TUDO! <3

Silvana Maria dos Santos e Gabrieli

Silvana Maria dos Santos (1)
Gabrieli nasceu no dia 6 de agosto de 2009. Uma gravidez muito desejada e esperada por 12 anos. Com 31 semanas, nasceu pesando 1,7kg, e com atresia de esôfago. Com quatro dias, operou e passou por mais 30 dias de UTI.

Foram dias longos. De alegria, quando descobríamos que ela tinha engordado umas graminhas! De tristeza, quando na visita víamos que tinha retornado ao respirador. De euforia, quando chegávamos e era hora do banho! De muita emoção, quando a segurei pela primeira vez… Graças a Deus hoje ela está ótima e com saúde.

Tânia Tomé e sua mãe Sandra – São Paulo

Tania Tome  (1)Tania Tome  (2)Minha mãe chama-se Sandra, tem 68 anos. Há cinco anos, ela estava lavando o banheiro com sabão, escorregou, caiu. Bateu a cabeça no muro do banheiro e fraturou uma vértebra do pescoço e uma vértebra da lombar. A médica disse que se ela fraturasse mais acima não resistiria.

Passamos 15 dias no Hospital do Mandaqui. Num dos plantões, o enfermeiro queria que minha mãe tomasse leite, mas ela não toma leite. E queria que ela engolisse o remédio deitada, e ela ficou com medo de engolir e engasgar. Então, o enfermeiro queria fazer minha mãe engolir o comprimido de qualquer maneira. E ela começou a chorar.

Falou: “Aproveita mesmo para me fazer engolir o remédio, que não posso me defender.” E ele foi embora, e ela não engoliu o remédio. Teve uma crise de choro.

E vocês, Doutores da Alegria, apareceram na ortopedia. Era época de carnaval. Conversaram com ela, com amor.

“Você está chorando?”, perguntaram. “Não chora. Quando nós voltarmos aqui, não queremos ver você chorando.” E ela parou de chorar na hora. Teve alta. E se vocês voltaram, não a viram chorando. Sou muito grata a vocês pelo trabalho que realizam no Hospital do Mandaqui.

Feliz Dia das Mães! <3

+ Você sabia?

Doutores da Alegria atua em hospitais públicos há 23 anos e precisa de doações para manter seu trabalho junto a crianças hospitalizadas, seus familiares e profissionais de saúde. Faça parte desta causa, doe aqui: www.doutoresdaalegria.org.br/colabore.



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Dia das Mães, histórias, ser mãe, superação

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