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O caso do ovo

15 de Fevereiro de 2011
Tempo de leitura: 1 minutos

Doutores da Alegria

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“Mês passado foi o mês da criança! Também foi o mês da entrega do Prêmio Criança 1997 da Fundação ABRINQ, recebido por nós com muita emoção!  Estamos repletos de alegria e orgulho pela coroação de um trabalho que já tem o respeito de todos os setores da nossa sociedade. Sinto-me lisonjeado em participar deste projeto!

No mês de novembro, atendemos D., 2 anos, portador do vírus HIV. Em nossa primeira consulta, encontrei um ovo escondido no meio do lençol da cama dele, ao fazer uma desinfecção. Ao abrir o ovo, vi um pintinho que piava muito e que se aquietava quando era acariciado. D. achou muita graça! Pegou-o na mão e quis retirá-lo de sua casca (detalhe: o pintinho era fixo!).

Ao perceber a situação, fiz uma mágica e troquei por um outro ovo cujo pintinho era solto. Quando o ovo abriu e caiu no colo do garoto, ele abriu um largo sorriso – havia uma vibração, uma felicidade na realização de algo que parecia impossível! Aquela situação ficou martelando na minha cabeça e eu fiz um paralelo… sigam meu raciocínio:

1. Imaginemos que ele estava se sentindo como o pintinho, preso dentro de um berço-ovo. Ele quer sair, mas não consegue.

2. Aparece outro pintinho que consegue sair do berço-ovo e ele pensa: Por que eu não posso ser o próximo a sair?

O interessante para mim neste caso é a figura do ovo, que está ligado ao nascimento e é um símbolo da vida, do início de um ciclo, entre outras conotações.

Depois desta, só me resta ir até a cozinha. Bom apetite e até a próxima!”

Dr. Zappata Lambada
(Raul Figueiredo)
Instituto da Criança
Novembro de 1997


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